Review da cerveja Nossa (Wäls)

Experimentei a cerveja Nossa, da Wäls, outro dia e resolvi fazer um review aqui curtinho. Segundo consta, ela foi desenvolvida em parceria com a rede Super Nosso e é uma Vienna Lager com teor alcoólico de 5% e 28 IBUS. Meu pai comprou uma garrafa e a Wäls ainda mantém uns rótulos bons, apesar de ter sido comprada pela Ambev, então tive que dar um corte pra ver o que pega.

Vienna Lager, a propósito, é um tipo de breja que foi criado por Anton Dreher em 1840, em Viena, na Áustria (daí seu nome). Embora este estilo esteja praticamente extinto em sua cidade de origem, ele continua vivo nas Américas, em especial no México, onde foi introduzido por Santiago Graf e outros imigrantes austríacos no final do Séc. XIX, onde se adotou esse estilo que mantém-se em alta até hoje.

Aparência: A Nossa foi apresentada oficialmente como uma “cerveja puro malte extra clara”, mas ou sou daltônico ou erraram na propaganda. Ela é mais escura, mas nada como uma cerveja preta e é translúcida. Aliás, ela é meio âmbar (na cor, não tem cheiro almiscarado que você gosta). Não notei a carbonação, mas não deve ter sido nada além do normal, senão teria reparado.

Aroma: A cerveja tem um aroma lupulado, mas não é muito forte (e meu nariz não é dos melhores). Não tem cheiro cítrico como outros rótulos desta cervejaria.

Sabor: Acho que o sabor segue o aroma, levemente lupulado, com o malte mais em evidência. O amargor é equilibrado e deixa um pouco de gosto de café na boca no fim.

Aftermath: É uma cerveja bem equilibrada, não exagerando em nenhum dos sentidos, mas é bem encorpada, o que é ponto positivo. Porém, não gostei tanto dela ao ponto de querer comprar pra tomar de novo. Claro, voltar pra Sub Zero depois foi dureza, parecia água suja. Entretanto, diz-se que esta cerveja foi escolhida para harmonizar com uma linha de carne Angus do Super Nosso lançada recentemente, então, acho que vale a pena experimentar num churrasco ou algo do tipo.

Review da cerveja Remorso da Krug Bier

Hoje, venho trazer pra você o review da cerveja Remorso, uma boa russian imperial stout da Krug Bier, forte, escura e bem carbonatada. O texto não é de nossa autoria, mas do LichKing, e, por isso, foge um pouco do nosso esquema aqui. Eu adaptei alguma coisa ou outra e, se possível, vamos mandar um vídeo dela no nosso canal também.


Como eu estava de bobeira neste domingo de manhã e, sendo um bom alcoólatra, resolvi experimentar alguma cerveja nova. Como ia beber só uma garrafa, escolhi uma da mesma linha da Inocência, uma excelente nacional que eu fiz o review também.

Desta vez, peguei a Remorso, uma russian imperial stout forte, escura e muito carbonatada, de 9% de graduação alcoólica e que, segundo o rótulo, harmoniza com carnes assadas, queijo grana padano e petit gateau. A temperatura ideal é de 7 graus e tem amargor IBU 54, também segundo eles. Ou seja, fica cerca de 10 pontos a mais que as pilsens mais amargas, mas também nada absurdo.

Abaixo, segue minhas curtas considerações sobre cor, sabor, corpo

  • Tem uma cor bastante escura e fosca, como se fosse um café muito concentrado, só que com gás;
  • O aroma é bem suave. Não sei se é porque meu nariz estava ruim no dia, mas quase nem senti cheiro direito além de um vago aroma que remete ao próprio sabor da breja;
  • A Remorso tem um suave sabor de café, o que combina com a sua aparência. É meio doce no inicio, mas nada num nível de uma bock, apesar de ambas serem cervejas de cor preta. Ela deixa a boca levemente amarga depois dos goles;
  • A cerveja balanceia o seu amargor de modo a descer bem suave, mas sem perder corpo. Tem muita espuma, mesmo bem gelada. Tem que servir com cuidado pra não virar sorvete.

No geral, a Remorso vale a pena pra quem procura este tipo de cerveja. Achei a Inocência ainda melhor, mas pra variar, foi uma boa compra. O preço é alto, mas ainda estava na media para brejas deste tipo quando tomei pela última vez.

Review da cerveja 1795

Fizemos o review da 1795, uma lager que é produzida na cidade de Budweis, uma região da República Tcheca que é referência mundial e origem deste tipo de cerveja há mais de 700 anos. A 1795 é fabricada pela První Budějovický Pivovar Samson (algo como Budweiser Citizens Brewery), a mais antiga cervejaria da região, que produz e prepara seu próprio malte e utiliza o famoso lúpulo de Saaz e água de fonte própria retirada de mais de 270 metros abaixo da terra.

Aliás, o assunto do Bolonha Birita 5 foi justamente a 1795, esta interessante lager checa:

A 1795 é uma das biritas importadas que eu, o Facínora, conheci primeiro e mais recomendo para quem quer uma lager de qualidade e não está acostumado com alguma cerveja de alta fermentação, que costumam ser mais encorpadas.

Podemos apresentar a 1795 brevemente como uma refrescante lager com teor alcoólico de 4.7%, de coloração dourada e apresentando aromas doces, de pão ou biscoito combinados com o lúpulo, mas fizemos também uma análise mais minuciosa sobre a breja:

  1. Cor: Dourada, clara e limpa. Tem colarinho pequeno com baixa retenção, sumindo rapidamente.
  2. Aroma: Combina um pálido aroma de malte meio adocicado ou floral como baunilha ou biscoito e lúpulo herbal, o tal Saaz. Diria que o malte também tem aroma que lembra alguns tipos de pães.
  3. O sabor da 1795 de acordo com o seu aroma. Um malte adocicado com lúpulo herbal. Tem um amargor moderado mas persistente de lúpulo que combina com o corpo leve de uma lager e breves sinais de minerais metálicos.
  4. Na boca, ela deixa o seu amargor e o sabor de biscoito (ou pão) por um bom tempo. A carbonação é moderada ou leve, dependendo do que você está acostumado e é uma cerveja leve e refrescante, mas caso você esteja acostumado com apenas as carniças populares brasileiras de sempre (Brahma, Itaipava, Budweiser), pode ser que a considere pesada.
  5. Conclusão: Muito apreciável. Uma excelente lager, mas pode ser fraca para quem gosta de cervejas de alta fermentação, embora mesmo assim não possa ser considerada ruim. É uma cerveja muito popular e produzida em massa na República Checa. Imagina se fosse barata aqui também?

Harmonização

Não entendo muito de harmonização, mas fiz uma breve pesquisa e, segundo consta, a 1795 é ideal para acompanhar pratos condimentados advindos de culinárias tipo tailandesa, indiana ou chinesa. Também pode ser apreciada com peixes e saladas. Vou experimentar com comida mexicana e encher com a nossa pimenta Beijo Grego, mas, na real, dá pra beber em qualquer ocasião, até com churrasco ou pipoca, sei lá.