Hotel Karina [Itapetininga/SP]

Fiquei hospedado no Hotel Karina quando tive que ir à Itapetininga, no interior do estado de São Paulo, e gostei muito da estadia.

Localizado razoavelmente perto da rodoviária da cidade, o Karina não é um hotel de alto luxo, mas entrega bem tudo o que promete.

Seus quartos são arejados e apresentam tudo limpinho e sem cheiro de mofo, o que é essencial pra mim, que tenho alergia. Estes também tem mesinha, TV a cabo, DVD player (com várias opções de DVDs na recepção), serviço de quarto, ar condicionado e banheiro privativo, com um chuveiro adequado e tem bastante opções de temperatura.

A fachada do Hotel Karina. É bem fácil achá-lo na cidade. Clique na figura para ampliá-la.

Conta com quatro opções de apartamentos: Casal, Individual, Duplo e Triplex, que já vem com toalhas de rosto e de corpo e aqueles sabonetinhos de conveniência, sendo trocados diariamente. Cada um destes tipos de quarto também pode ser pedido em versão standard, semi-luxo ou luxo, o que implica em diferenças entre o que oferece e o preço de sua diária, obviamente.

Os quartos são arejados, limpos e muito de boa. Clique na figura para ampliá-la.

Além disto, tem também dois salões para convenções (com estrutura para até 800 pessoas), sala de jogos (bilhar), espaço para churrasco, academia, estacionamento no local, wireless decente no hotel todo e um café da manhã bem regrado, com muita opção de rango e tudo bem feitinho.

Não cheguei a pedir comida no quarto, mas, se for da mesma qualidade do café da manhã, é coisa boa.

Outra coisa essencial também é que o atendimento é bom, com o pessoal gentil e com boa vontade, sem encheção de saco nem cara emburrada.

Um dos espaços de convenção do Hotel Karina e salão de jogos. Clique na figura para ampliá-la.

Se você for viajar pra Itapetininga, uma agradável cidade no sul do estado de São Paulo, pelo menos um lugar bom você tem onde ficar hospedado, com a garantia do Bolonha Club.

Ah, o seu preço não é absurdo e tem Nossa Senhora Aparecida guardando o local:

Nossa Senhora Aparecida, ora pro nobis!

Saiba Mais

  • Endereço: Av. Antônio Viêira de Morães, 297 – Vila Aparecida, Itapetininga – SP, 18201-490
  • Hotel Karina – Site oficial do hotel, com mais informações, fotos etc.

Atenção: Esta resenha está sujeita a ficar desatualizada com o tempo, pois nada impede que a qualidade do estabelecimento, produto ou serviço se altere eventualmente. Fique atento à data da publicação e sinta-se livre para complementar ou corrigir o texto nos comentários. O Bolonha agradece desde já!

Resenha da Tripel Karmeliet [Bolonha Birita 4]

A cerveja Tripel Karmeliet é uma tripel (como você poderia imaginar) belga produzida pela cervejaria Brouwerij Bosteels, formulada com 3 grãos – cevada, trigo e aveia – e lúpulo Styrian (da Estíria). Contém 8,4% de graduação alcoólica.

Esta excelente e interessantíssima cerveja foi o assunto do nosso Bolonha Birita 4, que não ficou com a melhor das imagens (foi gravado aos trancos e barrancos), mas ficou até bem informativo:

A Karmeliet foi feita pela primeira vez em 1996. Entretanto, a premiada cerveja usa uma receita autêntica de 1679, obtida de um antigo convento Carmelita em Dendermonde, um município belga. Isso explica o interessante rótulo medieval que a garrafa apresenta.

O nome Tripel Karmeliet, então, se refere tanto a origem quanto à sua fermentação na garrafa. Depois de muitas tentativas para fermentar uma cerveja com vários grãos diferentes, nos anos 90, a Brouwerij Bosteels percebeu que a histórica combinação dos três tipos, a cevada, o trigo e a aveia, continua a mais adequada.

Curiosidade

Segundo consta, a Beata Ana de São Bartolomeu, enfermeira e secretária de Santa Teresa de Ávila, fundou o Carmelo na Bélgica no ano de 1612. Santa Tereza de Ávila é, por sua vez, Doutora da Igreja e co-fundadora da Ordem dos Carmelitas Descalços (juntamente com São João da Cruz).

Visto que, segundo o site oficial da cervejaria, a receita é de 1679, seriam as freirinhas do rótulo da Tripel Karmeliet carmelitas descalças de algum convento fundado por alguém que não apenas conviveu com uma importante santa da Igreja Católica mas pode vir a tornar uma?

Não encontramos mais nenhuma informação sobre qual convento a receita desta cerveja teria se originado. Se encontrarmos algo, atualizaremos aqui.

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Beata Ana de São Bartolomeu. Será que um dos maravilhosos frutos do seu apostolado na Bélgica, no séc XVII, foi a receita desta deliciosa cerveja?

A Tripel Karmeliet se apresenta com as seguintes características:

  1. Cor: Coloração meio dourada ou meio meio bronze, com colarinho cremoso. Isso é devido parcialmente por causa dos cereais mas também pelo uso limitado do lúpulo Styrian, de abundância em ervas e da cevada usada.
  2. Cheiro: Aroma frutado e cítrico que lembra casca de laranja ou tangerina e bastante gengibre. Lembra um pouco bala de caramelo também.
  3. Sabor: Um forte sabor adocicado do malte do trigo, lembrando pão doce. É também condimentado e frutado, lembrando algo como limão, banana, laranja e manga. O trigo garante que a cerveja seja leve e refrescante, mas a aveia promove cremosidade.
  4. Medianamente encorpada, ou de média densidade, com uma boa carbonação e um pouco do calor do álcool. É suavemente cremosa também.
  5. Conclusão: É uma cerveja bem forte com um sabor único. Apesar do preço exorbitante dela aqui no Brasil, devido ao câmbio mas principalmente por causa do roubo estatal, é uma birita que vale a pena experimentar nem que seja uma vez na vida..

Prêmios

Até o momento, a Tripel Karmeliet recebeu os seguintes prêmios:

  • World Beer Awards 2008 – “World Best Ale”, “World Best Pale Ale”, “World Best Abbey Ale (Pale)”
  • World Beer Cup 2002 – Prata na categoria melhor Tripel Belga
  • World Beer Cup 1998 – Ouro na categoria melhor Tripel Belga

Atenção: Esta resenha está sujeita a ficar desatualizada com o tempo, pois nada impede que a qualidade do estabelecimento, produto ou serviço se altere eventualmente. Fique atento à data da publicação e sinta-se livre para complementar ou corrigir o texto nos comentários. O Bolonha agradece desde já!

O Pizzaiolo [Belo Horizonte/MG]

O Pizzaiolo era uma rede de pizzarias na cidade, possuído várias unidades, sendo as mais famosas a que ficava próxima ao Colégio Marconi, na Avenida do Contorno e a do BH Shopping. Quem vive em Belo Horizonte há mais ou menos umas três décadas e gosta de pizza certamente lembra-se do Pizzaiolo.

Atenção: é com muito pesar que eu passei próximo ao local do Pizzaiolo e abriram alguma porcaria desinteressante no lugar. Portanto, a pizzaria ela está agora, infelizmente, fechada. Grande perda… Tomara que reabram em outro local.

As pizzas eram excelentes (embora o delivery nem tanto) e combinavam com ambiente de restaurante clássico meio estilo italiano. Entretanto, já fazia alguns anos que a rede aparentemente sumiu, seja lá por qual motivo. Acreditava-se que tinha sido extinta.

Felizmente, ainda existe uma Pizzaiolo que surgiu dos escombros da original, chamada também de O Pizzaiolo Buritis. A pizzaria está localizada na Avenida Barão Homem de Mello e, embora não tenha o mesmo porte da antiga loja na Contorno, mantém o mesmo estilo e ambiente. E, o melhor, oferece ótima qualidade de pizza e com um preço bem acessível.

Há quem diga que este Pizzaiolo não tem ligação com a família que operava as lojas antigas. Outras pessoas afirmam que a marca e a franquia foram compradas por um funcionário antigo da casa que deu continuidade ao bom trabalho da mesma.

Inacreditável, certo? Pois é. Quando eu falo, ninguém acredita também.

Os pontos positivos são:

  • Pizza boa e tradicional;
  • Preço excelente. A gigante mais cara não sai por mais de R$49,90, na época desta publicação (e continua este preço no dia 18/12/2017);
  • Cerveja Heineken e chopp Kaiser*;
  • Ambiente tranquilo, sem bagunça. Inclusive é bem estilo restaurante tradicional, da época que o Pizzaiolo dominava mesmo.
  • Mesas e cadeiras de madeira firme, sem aquelas porcarias que você senta mas tem medo de cair;
  • Cardápio com muita variedade, inclusive com pratos feitos, calzones, porções, drinks, refeições etc.

*Somente um completo energúmeno não reconhece a qualidade do chope da Kaiser. É realmente muito bom, além de ser leve, o que combina com pizza.

Pontos negativos:

Não consigo lembrar-me de nenhum ponto negativo agora, talvez só o fato de eles só terem sachê de ketchup ao invés da boa e velha bisnaga. Mas, isso nem é tão ruim como se fosse no caso de alguma hamburgueria.

Aftermath (Conclusão)

Vale muito a pena prestigiar o Pizzaiolo, salvo caso você não goste de comer pizza boa por um preço civilizado. Vale a pena ir lá, na moral. Se você não for, tem que passar fome comprando pizza cara em lugar de gente pretensiosa mesmo.

Saiba mais

  • Localização: Avenida Barão Homem de Melo, 2871 – Belo Horizonte/MG;
  • Telefones: (31) 3378-6968 / (31) 8634-9286;
  • Site oficial antigo (arquivado e provavelmente desatualizado, mas conta com cardápio e outras informações).

Atenção: Esta resenha está sujeita a ficar desatualizada com o tempo, pois nada impede que a qualidade do estabelecimento, produto ou serviço se altere eventualmente. Fique atento à data da publicação e sinta-se livre para complementar ou corrigir o texto nos comentários. O Bolonha agradece desde já!