Resenha do álbum Sinister Amusement do Gypsy Jazz Caravan

A resenha do álbum Sinister Amusement do Gypsy Jazz Caravan, um grupo de jazz, foi feito pelo nosso correspondente de Brasília, o blog Espírito na Água. Este é o primeiro review a respeito de música nosso e foi feito especialmente para o Bolonha Club.


Gypsy Jazz Caravan é um grupo que conheci mais ou menos no meio de 2016, e gostei bastante apesar de não me aprofundar muito (até porque eles só têm três álbuns lançados — e que apareçam no Spotify). Então, como tinha parado de falar tanto de música, decidi fazer um pequeno review de um dos seus álbuns.

Antes de começar, para falar um pouco sobre o grupo. Eles se definem como uma banda de swing que é uma homenagem a Django Reinhardt e Stephane Grappelli, artistas dos anos 30 que fizeram música similar, jazzy.

Quanto ao álbum, escolhi Sinister Amusement, de 2008, que inclusive foi o primeiro que ouvi.

Capa do Sinister Amusement
Capa do Sinister Amusement. Clique na figura para ampliá-la.

O álbum, como de esperado, é um jazz swingy, de audição muito fácil, com cada instrumento bem definido e perceptível: o violino, os violões e o baixo acústico.

Ele abre com “Minor Infestation“, que é uma das melhores do álbum, bem animada e com um “duelo” entre o primeiro violão e o violino. O segundo violão define o ritmo constante. “For Tina” é uma balada agradável com o violino indicando o caminho até certo ponto, com o primeiro violão literando a partir daí, e depois novamente o violino até o final da música. Essa fórmula de intercalar os dois instrumentos continua na canção seguinte, “Liza“.

“Body and Soul” é um pouco diferente das anteriores, primeiro por ser mais lenta, ainda que mostre incrível habilidade de dedilhado no primeiro violão. Ao contrário das anteriores, não parece mais uma disputa de habilidades entre o violino e o violão, aqui eles, apesar de continuarem tendo cada um seu momento, são mais suaves e habilidosos. É outro destaque de Sinister Amusement. “Coconut Sunscreen” mistura um pouco a freada na velocidade de “Body and Soul” com a intercalação dos instrumentos meio que em disputa, e adiciona um arco no baixo acústico, fazendo ele também ganhar um solo com arco. “Cats and Dogs” é divertida e rápida, e pode ficar na cabeça, por causa do refrão cativante que se repete várias vezes. Nessa música, novamente voltamos àqueles “duelos” de antes, adicionando agora o baixo acústico, dessa vez sem arco. Essas três músicas formam a melhor sequência do álbum.

Pretty Little Analogue” apesar de ser agradável e suave, não tem nada muito especial. Não é como as primeiras, mas não tem nada que realmente adicione algo ao álbum. Talvez seja um pouco ofuscada pelo brilho das três anteriores. E novamente temos um “bate-papo” entre violão e violino. A música que dá nome ao álbum, “Sinister Amusement“, também é mais do mesmo (não que esse mesmo seja ruim! Pelo contrário, é extremamente agradável), acrescentando um solo do baixo acústico, que aconteceu melhor em “Cats and Dogs”. “Stomp” é novamente mais do mesmo, sendo a que mais me agrada dessas três.

As duas últimas músicas são “Menage a Trois” e “Major Infestation“. A primeira é uma das melhores do álbum. O violino e o violão não estão mais “duelando”, mas se complementando, um abrindo a apresentação do outro, de maneira suave. O violino demonstra muito mais habilidade que na maioria das canções, mas sem ser agressivo, e o mesmo vale pro violão. “Major Infestation” é quase um replay da primeira, “Minor Infestation“, e todos os comentários da primeira do álbum valem para a última.

Em suma, Sinister Amusement é um álbum para ouvir quando se está a fim de relaxar e se divertir. São pessoas habilidosas se divertindo com seus instrumentos.

Bem, é isso.

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