Receita de carne de panela fácil e barata

Aprenda a fazer uma carne de panela fácil e barata com esta receita que o Facínora pegou não sei aonde, experimentou, aprovou e fez algumas adaptações para ficar ainda mais prática pra gente.

Esta carne de panela não tem dada de muito sofisticado, porém tem a vantagem de usar ingredientes fáceis e relativamente baratos, ser ótima para acompanhar alguma bebedeira (ou pra refeições mesmo) e ficar pronta para servir em menos de uma hora. Outra vantagem é que você não precisa ter muita experiência com cozinha pra fazer esta carne, só não pode esquecer e deixar o bagulho queimar ou ser um débil mental e abrir a panela de pressão antes de sair toda a sua pressão.

Ingredientes

  • 1 kg de acém cortado em cubos. Você pode usar alguma outra carne que demore o mesmo tanto que o acém para cozinhar também, como patinho ou lombo de porco;
  • 4 (quatro) batatas cortadas em cubos grandes;
  • 2 (duas) cebolas picadas;
  • 4 (quatro) dentes de alho amassados;
  • 1 (uma) lata de molho de tomate (serve qualquer uma marca, mas a lata tem que ser do tamanho comum ou padrão, e não tipo aquelas que compra no Makro com uns 10 litros de molho);
  • 2 (dois) tabletes de caldo de carne ou 2 (duas) xícaras de chá de caldo de carne caseiro (dá mais ou menos uns 400ml);
  • 4 (quatro) colheres de sopa de óleo (pode ser gordura animal, só não use soja pra você não ficar rebolando e com voz fina e depois vir reclamar com a gente);
  • Sal e pimenta a gosto, embora eu prefira deixar pra apimentar depois de pronto. Se tiver dúvidas quanto a quantidade de sal, prefira errar pra menos do que pra mais. Qualquer coisa, depois de pronta, é mais fácil colocar sal do que tirar. Acho que uma colher rasa de sopa já basta, mas isso vai de cada um;
  • Pão cortado em fatia pra acompanhar (opcional). Eu prefiro pão francês velho pois esfarela menos e pra aproveitar também, mas isso é o seu critério;
  • Você pode colocar umas cenourinhas (aprenda como cortar cenouras) junto com as batatas também ou colocar coentro (uma colher de sopa), e umas cebolinhas, mas não é obrigatório.

Modo de preparo

Na panela de pressão mesmo, aqueça a gordura, refogue a cebola, o alho e o coentro (se tiver usado) até dourar. Coloca a carne na panela junto com essas paradas e deixe dar uma selada nela. Daí, adicione o molho de tomate, o caldo de carne, o sal e a pimenta. Tampe a panela de pressão adequadamente e deixe cozinhar durante 20 minutos após o início da pressão (quando começa a sair vapor pela válvula da panela). Deixe sair a pressão, junte a batata e cozinhe na pressão, de novo, por mais 5 minutos. Depois, deixe a pressão sair novamente e a carne de panela está pronta só servir. Convém tirar da panela e colocar em alguma travessa refratária pra manter a carne numa temperatura adequada etc.

Observações do Facínora

  • A questão do tempero varia muito de gosto. Se achar que ficou faltando temperar, adicione meio tablete de caldo de carne a mais ou um pouco mais de sal. Em questão de sal, é preferível errar pra menos do que para mais, até porque tem gente com problema de pressão e tal. Se achar que ficou pouco caldo de carne, joga uns glutamato monossódico e folda-se o câncer;
  • Falando em pressão, não tem muito segredo na panela. Basta saber a hora quando ela começa a cozinhar na pressão e a hora que a pressão saiu. É fácil de saber, pois estas panelas tem uma válvula por onde sai o vapor (um caninho saindo pra fora da tampa geralmente coberto por um troço pesado e solto, parecendo um sino). Certifique-se que a panela está em bom estado, vedando bem e com a válvula desentupida (o caninho que sai da tampa não pode estar obstruído de modo algum). Qualquer dúvida, pergunte pra alguém que saiba, mas, na moral, não tem segredo;
  • Eu prefiro colocar pimenta em qualquer comida depois dela pronta e não sou muito chegado em pimenta do reino. Sempre que fiz esta receita, usei apenas sal e caldo de carne para temperar;
  • Fique de olho na hora de cozinhar a batata para ela não passar do ponto e virar aquela massaroca e zuar o troço todo. Batata é bom demais e é algo (ainda) barato, mas tem que fazer certinho pra desfrutar melhor deste vegetal que é um presente de Deus;
  • Se você quer fazer uma carne mais complicada, experimente essa barriga de porco crocante chinesa. Dá um trampo do baralho, mas fica boa demais.

Coal Bar-b-que Market

O Coal Bar-b-que Market é uma churrascaria localizada no Jardim Canadá em Nova Lima, a menos de 15 km de Belo Horizonte. O Bolonha Club foi lá e resolveu fazer uma resenha desta casa um tanto quanto original que serve deliciosas carnes feitas no estilo americano.

Logo de cara, dá pra perceber que o local é agradável, espaçoso e não deve ficar desagradavelmente quente mesmo nos dias mais ensolarados. Também você vai notar que serve chopes artesanais servidos a preços comuns, bem gelados, boas opções.

O preço também é bom, considerando que os cortes do churrasco americano são baratos no Brasil (carne de peito bovino, linguiça, costela bovina e costelinha suína.) Os acompanhamentos são muito bons, com um macarrão Mac n Cheese que acompanha bem qualquer pedido. Tem também uma batata assada muito bem temperada, entre outros, como salada Coleslaw e feijão defumado.

A estrutura para churrasco feito com lenhas específicas garantem um sabor diferenciado às carnes e as técnicas aplicadas são de fato uma novidade em Minas Gerais, já que, supostamente, reproduzem as técnicas aplicadas nos EUA.

Tudo isso garante uma experiência única com carnes que não encontramos em qualquer lugar. A carne é saborosa, suculenta e possui a característica crosta dos churrascos americanos. Destaque para o capricho com que tudo é executado, sem contar a simpatia do churrasqueiro chefe e as porções generosas.

A área externa possui um espaço bom, com boas mesas e cadeiras e, para quem quiser ficar de pé, a bancada é espaçosa. Também não há garçons, mas não chega a ser um self-service. Você faz os pedidos nas bancadas e o atendimento é rápido e as carnes são retiradas da churrasqueira na hora (nada de carne fria, requentada ou ressecada).

Outro diferencial é a forma de pagamento. Esta pode ser boa ou ruim, dependendo das preferências do cliente: deve-se pagar adiantado na entrada, carregando um cartão que vira um crédito nas seções da casa. Desta maneira, basta apresentar o cartão para que os débitos dos pedidos sejam realizados pelos atendentes. Para aqueles que gostam do conforto do atendimento na mesa, pode ser uma desvantagem, porém, pelo método adotado, não há filas na saída e o cliente pode entrar e sair sem que o estabelecimento perca o controle. O cartão custa 5 reais (com o intuito que as pessoas não os percam), mas, no final, a casa compra o cartão de volta pelos mesmos 5 reais ou o cliente pode ficar com o cartão e o crédito para gastar posteriormente.

Pontos positivos

  • Comida boa e diferente;
  • Local agradável e não barulhento;
  • Pessoal simpático;
  • Bons acompanhamentos;
  • Chopes artesanais, o que não te deixa refém de Ambev.

Pontos negativos

  • Um pouco longe de Belo Horizonte, mas nada que seja grave impedimento;
  • Pode dar azar de ter bandinha enchendo o saco lá, dependendo do horário;
  • Parece que só abre finais de semanas;
  • O esquema de pagar antes pode ser ruim, embora tenha seu lado positivo também.

Aftermath

Certamente, o Coal Bar-b-que Market é um lugar que vale a pena conhecer e voltar. Embora o estabelecimento tenha um aspecto meio hipster, o cringe desaparece quando chega o rango, que é bem servido e único. O ambiente agradável (se tiver sem bandinha zeroula) colabora muito para esta experiência também. Se você gosta de churrasco e de experimentar coisas boas e novas, tire um dia num final de semana para visitar o Coal Bar-b-que Market.

Saiba mais

Boi Major Espeteria e Restaurante

O Boi Major Espeteria e Restaurante, ou simplesmente Boi Major, é um bar localizado no Bairro São Pedro, região em torno da Savassi, em Belo Horizonte. O Boi Major serve espetinhos diversos, mas também pratos feitos, tropeiro, porções, caldos, porções de carne na brasa, alguns drinks, cachaças, cervejas da Heineken e o chorume da Ambev.

Considerando a região, o Boi Major tem um preço bem decente. Na data desta publicação, uma Kaiser ou uma Devassa não sai por mais de 6,90 reais. Os espetos também parecem um ou dois reais mais caros do que nestas espeterias semibaladas belo-horizontinas, mas são saborosos e vem acompanhados de batata frita ou mandioca cozida (eu esqueci se tem opção de farofa). O atendimento é muito bom, com o pessoal amigável e a qualidade do rango também é muito boa.

O cardápio não é muito diverso, o que não é algo per se ruim, pois vale mais a pena focar no que se sabe fazer bem ao invés de oferecer muito mas com qualidade meia boca, mas falha em não ter alguma opção de torresmo. De resto, tudo o que pude experimentar na cozinha é muito bom. Uma coisa que chama atenção é a porção de linguiça com anel de cebola: além de não ser algo fácil de achar por aí, é bem servida e tem um preço decente. O Boi Major também pode salvar a pátria no caso de você querer jantar ao invés de petiscar, com opções como mexidos e pratos feitos. Destes, o espaguete foi o que eu curti mais até agora.

A localização seria também muito boa, mas tem um problema quando venta muito. Se você estiver com medo de adoecer, é bom levar agasalho nos dias mais frios, pois só tem mesa na calçada. Também, dá para ver jogos no Boi Major com TV bem adequada que eles possuem. Só seria melhor se eles passassem uns filmes bons lá também nos dias que não passa jogo, mas aposto que os capangas da quadrilha conhecida como Ecad iriam lá embaçar…

O público é diverso. Dá para notar jovens, adultos e um pessoal mais velho. É geralmente bom, típico buteco de bairro mesmo. Mas, o público é, algumas vezes, um grande problema do Boi Major: em alguns dias, sabe se lá o porquê, dropa uma multidão de moleques daqueles que causam vergonha alheia e cringe por lá. A maioria são tipo aquele maconheirinho picapau metido a malaco, mas filhinho de papai e com o rego cheio de talco. Não tenho nada contra jovem e, normalmente, não me importaria nem um pouco com eles, sou tão compenetrado que, se um cara destes estiver levando um fatality do Brutal Doom na minha frente, eu nem iria perceber. Mas o problema é que, quando ajunta muitos deste tipo de jovem mentecapto, eles arrumam uma barulheira danada e ficam fumando essa porcaria fedorenta perto da gente. E tem uns que são piores ainda: tiram violão pra ficar berrando lá e queimando o filme feito gente sem vida que acha que pagar de débil mental os faz parecer menos fracassados. Preferia que ficassem fumando crack do meu lado do que ficar com esta palhaçada de ficar tocando violão no local. E ainda teve um pingolinha destes que teve a audácia de aparecer com um cavaquinho lá. Tipo… Enfim, felizmente, poucas vezes acontece de ter aglomeração destes filhos de mãe solteira por lá.

Pontos positivos

  • Preço justo na bebida e no rango, considerando a região;
  • Atendimento muito bom, com pessoal amigável;
  • Qualidade do rango muito boa;
  • Lugar arejado e aberto. Não tem barulheira por causa da falação alheia (exceto quando algum jacu tira instrumento musical ou fica berrando lá por algum motivo);
  • Dá pra ver jogo na TV, que não é nenhum telão enorme, mas bastante adequada;
  • Quando tem música tocando, eles tem um repertório agradável e fica num volume civilizado, quase ambiente. Não tem nenhum tipo de música ao vivo nem bandinha zeroula e isso é excelente;
  • Boa variedade de cervejas. Tem bastante opções da Heineken: Além da verdinha, tem Eisenbahn, Kaiser, Devassa e Itapava. Pra quem gosta de beber vômito anal, tem Ambev também.

Pontos negativos

  • Tipo, se fosse um estabelecimento zeroula gourmet desses que tem por aí, cujo o público alvo é aquele hipster andrógino e vegano e barangas com sovaco pintado, nem falava nada, mas é pênalti faltar torresmo em um típico bar de Minas Gerais para acompanhar a satisfatória opção de pingas que eles tem lá;
  • A localização é arejada e aberta, mas tem dias que venta demais lá e o cliente fica exposto. Felizmente, isso dá para contornar indo agasalhado em ocasiões.
  • Pode dar o azar de encontrar uma concentração muito alta de moleque lamental lá, embora não seja comum.

Aftermath

O Boi Major é um bar nada pretensioso e muito bom no que propõe. A qualidade da comida, as opções de cerveja e o preço certamente são atrativos. É daqueles botecos que você se sente em casa. Tem tudo para se estabelecer na região e virar um boteco de bairro, com público fiel e ganhando prestígio com o tempo, mas esses lixos que às vezes ficam enchendo o saco lá tinham que sumir, ainda mais que pouco custa ter algum menor bebendo no gaiato ali e isso dar um problemão pro dono com os parasitas do juizado de menores.

Saiba mais

Atenção: Esta resenha está sujeita a ficar desatualizada com o tempo, pois nada impede que a qualidade do estabelecimento, produto ou serviço se altere eventualmente. Fique atento à data da publicação e sinta-se livre para complementar ou corrigir o texto nos comentários. O Bolonha agradece desde já!