Avaliação do bar Quermesse de Belo Horizonte

Confira nossa avaliação do Quermesse de Belo Horizonte, um bar que é decorado com tema “mineiro” que serve petiscos variados no Bairro Sion, mais especificamente na Rua Pium-í, próximo da localização do extinto La Cancha. O Quermesse é originário de Curitiba.

É um lugar bastante decente e compete com outros estabelecimentos em uma das ruas mais cheias de bares e restaurantes da cidade. As boas opções no cardápio e o tamanho das porções são certamente um dos destaques, embora com alto preço. A frequência também é de boa: não dá muito povo mulambento, mas também não é lugar pagação. O atendimento é bem amigável e simpático, pelo menos nas vezes que fui lá, achei os garçons e garçonetes excelentes.

Entretanto, o bar tem um ponto negativo bastante grave que é ser muito barulhento. Se você for com mais de quatro pessoas e pegar uma mesa, especialmente na parte interior do Quermesse, é capaz de alguns de seus amigos não ouvirem você, ou vice versa, e daí fica aquele berreiro insuportável. Outra falta grave também é que não serve cervejas, a não ser que você considere a carniça que a Ambev engarrafa como tal. Pelo menos, essas “cervejas” tem um preço decente por lá, considerando a região.

Pontos positivos

  • Boa frequência;
  • Bom atendimento;
  • Porções bem servidas, apesar do preço;
  • Comida muito boa;
  • Cerveja com bom preço (porém só Ambev).

Pontos negativos

  • Barulheira, principalmente na parte interior;
  • Cerveja popular só da Ambev;
  • O preço do rango pode assustar.

Aftermath

Não é um bar que eu viraria um frequentador assíduo, mas é um lugar que pode ser uma boa opção. As opções gastronômicas são certamente interessantes e bem servidas, embora falte cerveja bebível. Eu recomendaria o Quermesse para casais ou pequenos grupos de amigos (no máximo 4 pessoas) que estão a fim de passear, ver gente bonita e comer bem, sem ter que encarar baladas ou inferninhos.

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Coal Bar-b-que Market

O Coal Bar-b-que Market é uma churrascaria localizada no Jardim Canadá em Nova Lima, a menos de 15 km de Belo Horizonte. O Bolonha Club foi lá e resolveu fazer uma resenha desta casa um tanto quanto original que serve deliciosas carnes feitas no estilo americano.

Logo de cara, dá pra perceber que o local é agradável, espaçoso e não deve ficar desagradavelmente quente mesmo nos dias mais ensolarados. Também você vai notar que serve chopes artesanais servidos a preços comuns, bem gelados, boas opções.

O preço também é bom, considerando que os cortes do churrasco americano são baratos no Brasil (carne de peito bovino, linguiça, costela bovina e costelinha suína.) Os acompanhamentos são muito bons, com um macarrão Mac n Cheese que acompanha bem qualquer pedido. Tem também uma batata assada muito bem temperada, entre outros, como salada Coleslaw e feijão defumado.

A estrutura para churrasco feito com lenhas específicas garantem um sabor diferenciado às carnes e as técnicas aplicadas são de fato uma novidade em Minas Gerais, já que, supostamente, reproduzem as técnicas aplicadas nos EUA.

Tudo isso garante uma experiência única com carnes que não encontramos em qualquer lugar. A carne é saborosa, suculenta e possui a característica crosta dos churrascos americanos. Destaque para o capricho com que tudo é executado, sem contar a simpatia do churrasqueiro chefe e as porções generosas.

A área externa possui um espaço bom, com boas mesas e cadeiras e, para quem quiser ficar de pé, a bancada é espaçosa. Também não há garçons, mas não chega a ser um self-service. Você faz os pedidos nas bancadas e o atendimento é rápido e as carnes são retiradas da churrasqueira na hora (nada de carne fria, requentada ou ressecada).

Outro diferencial é a forma de pagamento. Esta pode ser boa ou ruim, dependendo das preferências do cliente: deve-se pagar adiantado na entrada, carregando um cartão que vira um crédito nas seções da casa. Desta maneira, basta apresentar o cartão para que os débitos dos pedidos sejam realizados pelos atendentes. Para aqueles que gostam do conforto do atendimento na mesa, pode ser uma desvantagem, porém, pelo método adotado, não há filas na saída e o cliente pode entrar e sair sem que o estabelecimento perca o controle. O cartão custa 5 reais (com o intuito que as pessoas não os percam), mas, no final, a casa compra o cartão de volta pelos mesmos 5 reais ou o cliente pode ficar com o cartão e o crédito para gastar posteriormente.

Pontos positivos

  • Comida boa e diferente;
  • Local agradável e não barulhento;
  • Pessoal simpático;
  • Bons acompanhamentos;
  • Chopes artesanais, o que não te deixa refém de Ambev.

Pontos negativos

  • Um pouco longe de Belo Horizonte, mas nada que seja grave impedimento;
  • Pode dar azar de ter bandinha enchendo o saco lá, dependendo do horário;
  • Parece que só abre finais de semanas;
  • O esquema de pagar antes pode ser ruim, embora tenha seu lado positivo também.

Aftermath

Certamente, o Coal Bar-b-que Market é um lugar que vale a pena conhecer e voltar. Embora o estabelecimento tenha um aspecto meio hipster, o cringe desaparece quando chega o rango, que é bem servido e único. O ambiente agradável (se tiver sem bandinha zeroula) colabora muito para esta experiência também. Se você gosta de churrasco e de experimentar coisas boas e novas, tire um dia num final de semana para visitar o Coal Bar-b-que Market.

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Boi Major Espeteria e Restaurante

O Boi Major Espeteria e Restaurante, ou simplesmente Boi Major, é um bar localizado no Bairro São Pedro, região em torno da Savassi, em Belo Horizonte. O Boi Major serve espetinhos diversos, mas também pratos feitos, tropeiro, porções, caldos, porções de carne na brasa, alguns drinks, cachaças, cervejas da Heineken e o chorume da Ambev.

Considerando a região, o Boi Major tem um preço bem decente. Na data desta publicação, uma Kaiser ou uma Devassa não sai por mais de 6,90 reais. Os espetos também parecem um ou dois reais mais caros do que nestas espeterias semibaladas belorizontinas, mas são saborosos e vem acompanhados de batata frita ou mandioca cozida (eu esqueci se tem opção de farofa). O atendimento é muito bom, com o pessoal amigável e a qualidade do rango também é muito boa.

O cardápio não é muito diverso, o que não é algo per se ruim, pois vale mais a pena focar no que se sabe fazer bem ao invés de oferecer muito mas com qualidade meia boca, mas falha em não ter alguma opção de torresmo. De resto, tudo o que pude experimentar na cozinha é muito bom. Uma coisa que chama atenção é a porção de linguiça com anel de cebola: além de não ser algo fácil de achar por aí, é bem servida e tem um preço decente. O Boi Major também pode salvar a pátria no caso de você querer jantar ao invés de petiscar, com opções como mexidos e pratos feitos. Destes, o espaguete foi o que eu curti mais até agora.

A localização seria também muito boa, mas tem um problema quando venta muito. Se você estiver com medo de adoecer, é bom levar agasalho nos dias mais frios, pois só tem mesa na calçada. Também, dá para ver jogos no Boi Major com TV bem adequada que eles possuem. Só seria melhor se eles passassem uns filmes bons lá também nos dias que não passa jogo, mas aposto que os capangas da quadrilha conhecida como Ecad iriam lá embaçar…

O público é diverso. Dá para notar jovens, adultos e um pessoal mais velho. É geralmente bom, típico buteco de bairro mesmo. Mas, o público é, algumas vezes, um grande problema do Boi Major: em alguns dias, sabe se lá o porquê, dropa uma multidão de moleques daqueles que causam vergonha alheia e cringe por lá. A maioria são tipo aquele maconheirinho picapau metido a malaco, mas filhinho de papai e com o rego cheio de talco. Não tenho nada contra jovem e, normalmente, não me importaria nem um pouco com eles, sou tão compenetrado que, se um cara destes estiver levando um fatality do Brutal Doom na minha frente, eu nem iria perceber. Mas o problema é que, quando ajunta muitos deste tipo de jovem mentecapto, eles arrumam uma barulheira danada e ficam fumando essa porcaria fedorenta perto da gente. E tem uns que são piores ainda: tiram violão pra ficar berrando lá e queimando o filme feito gente sem vida que acha que pagar de débil mental os faz parecer menos fracassados. Preferia que ficassem fumando crack do meu lado do que ficar com esta palhaçada de ficar tocando violão no local. E ainda teve um pingolinha destes que teve a audácia de aparecer com um cavaquinho lá. Tipo… Enfim, felizmente, poucas vezes acontece de ter aglomeração destes filhos de mãe solteira por lá.

Pontos positivos

  • Preço justo na bebida e no rango, considerando a região;
  • Atendimento muito bom, com pessoal amigável;
  • Qualidade do rango muito boa;
  • Lugar arejado e aberto. Não tem barulheira por causa da falação alheia (exceto quando algum jacu tira instrumento musical ou fica berrando lá por algum motivo);
  • Dá pra ver jogo na TV, que não é nenhum telão enorme, mas bastante adequada;
  • Quando tem música tocando, eles tem um repertório agradável e fica num volume civilizado, quase ambiente. Não tem nenhum tipo de música ao vivo nem bandinha zeroula e isso é excelente;
  • Boa variedade de cervejas. Tem bastante opções da Heineken: Além da verdinha, tem Eisenbahn, Kaiser, Devassa e Itapava. Pra quem gosta de beber vômito anal, tem Ambev também.

Pontos negativos

  • Tipo, se fosse um estabelecimento zeroula gourmet desses que tem por aí, cujo o público alvo é aquele hipster andrógino e vegano e barangas com sovaco pintado, nem falava nada, mas é pênalti faltar torresmo em um típico bar de Minas Gerais para acompanhar a satisfatória opção de pingas que eles tem lá;
  • A localização é arejada e aberta, mas tem dias que venta demais lá e o cliente fica exposto. Felizmente, isso dá para contornar indo agasalhado em ocasiões.
  • Pode dar o azar de encontrar uma concentração muito alta de moleque lamental lá, embora não seja comum.

Aftermath

O Boi Major é um bar nada pretensioso e muito bom no que propõe. A qualidade da comida, as opções de cerveja e o preço certamente são atrativos. É daqueles botecos que você se sente em casa. Tem tudo para se estabelecer na região e virar um boteco de bairro, com público fiel e ganhando prestígio com o tempo, mas esses lixos que às vezes ficam enchendo o saco lá tinham que sumir, ainda mais que pouco custa ter algum menor bebendo no gaiato ali e isso dar um problemão pro dono com os parasitas do juizado de menores.

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