Craft Station Cervejas Especiais

A Craft Station Cervejas Especiais é uma loja de cervejas especiais (artesanais, Premium, ou como você preferir chamá-las) que abriu no início de 2017 em Belo Horizonte, especificamente na região da Savassi.

O Bolonha Club foi lá conferir o local e tomar umas de bobeira, é claro.

Constatamos que, apesar de ser uma loja pequena (onde você pode ficar bebendo as biritas), tem um ambiente muito legal que lembra aqueles bares de filmes americanos e com um pessoal bem amigável, tanto os clientes quanto a equipe.

Além disso, a Craft Station Cervejas Especiais parece sempre estar trazendo produtos de diversas cervejarias diferentes que você pode ter dificuldade de achar no seu supermercado local. Isso é algo interessante para quem gosta de conhecer cervejas premium ou de melhor qualidade.

Fomos no dia em que a cervejaria Hocus Pocus lançou três de suas cervejas lá, no “tap takeover” com a Overdrive, Event Horizon e Supersymmetry, três excelentes IPAs.

Apesar do preço salgado, nós fomos na Overdrive e mandamos uma resenha dela bem rapidinha:

  • Media carbonação;
  • Laranja clara, mas fosca;
  • Aroma de frutas amarelas, como pêssego e, principalmente, manga;
  • Sabor acompanha o aroma, lembrando pêssego e principalmente manga, o que segundo o sujeito lá, é devido ao lúpulo escolhido;
  • Muito bom chope, porém o seu preço é meio exorbitante.

Enfim, o lugar é massa, porém, o preço de algumas cervejas pode tornar proibitivo o retorno frequente.

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Atenção: Esta resenha está sujeita a ficar desatualizada com o tempo, pois nada impede que a qualidade do estabelecimento, produto ou serviço se altere eventualmente. Fique atento à data da publicação e sinta-se livre para complementar ou corrigir o texto nos comentários. O Bolonha agradece desde já!

Resenha da Tripel Karmeliet [Bolonha Birita 4]

A cerveja Tripel Karmeliet é uma tripel (como você poderia imaginar) belga produzida pela cervejaria Brouwerij Bosteels, formulada com 3 grãos – cevada, trigo e aveia – e lúpulo Styrian (da Estíria). Contém 8,4% de graduação alcoólica.

Esta excelente e interessantíssima cerveja foi o assunto do nosso Bolonha Birita 4, que não ficou com a melhor das imagens (foi gravado aos trancos e barrancos), mas ficou até bem informativo:

A Karmeliet foi feita pela primeira vez em 1996. Entretanto, a premiada cerveja usa uma receita autêntica de 1679, obtida de um antigo convento Carmelita em Dendermonde, um município belga. Isso explica o interessante rótulo medieval que a garrafa apresenta.

O nome Tripel Karmeliet, então, se refere tanto a origem quanto à sua fermentação na garrafa. Depois de muitas tentativas para fermentar uma cerveja com vários grãos diferentes, nos anos 90, a Brouwerij Bosteels percebeu que a histórica combinação dos três tipos, a cevada, o trigo e a aveia, continua a mais adequada.

Curiosidade

Segundo consta, a Beata Ana de São Bartolomeu, enfermeira e secretária de Santa Teresa de Ávila, fundou o Carmelo na Bélgica no ano de 1612. Santa Tereza de Ávila é, por sua vez, Doutora da Igreja e co-fundadora da Ordem dos Carmelitas Descalços (juntamente com São João da Cruz).

Visto que, segundo o site oficial da cervejaria, a receita é de 1679, seriam as freirinhas do rótulo da Tripel Karmeliet carmelitas descalças de algum convento fundado por alguém que não apenas conviveu com uma importante santa da Igreja Católica mas pode vir a tornar uma?

Não encontramos mais nenhuma informação sobre qual convento a receita desta cerveja teria se originado. Se encontrarmos algo, atualizaremos aqui.

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Beata Ana de São Bartolomeu. Será que um dos maravilhosos frutos do seu apostolado na Bélgica, no séc XVII, foi a receita desta deliciosa cerveja?

A Tripel Karmeliet se apresenta com as seguintes características:

  1. Cor: Coloração meio dourada ou meio meio bronze, com colarinho cremoso. Isso é devido parcialmente por causa dos cereais mas também pelo uso limitado do lúpulo Styrian, de abundância em ervas e da cevada usada.
  2. Cheiro: Aroma frutado e cítrico que lembra casca de laranja ou tangerina e bastante gengibre. Lembra um pouco bala de caramelo também.
  3. Sabor: Um forte sabor adocicado do malte do trigo, lembrando pão doce. É também condimentado e frutado, lembrando algo como limão, banana, laranja e manga. O trigo garante que a cerveja seja leve e refrescante, mas a aveia promove cremosidade.
  4. Medianamente encorpada, ou de média densidade, com uma boa carbonação e um pouco do calor do álcool. É suavemente cremosa também.
  5. Conclusão: É uma cerveja bem forte com um sabor único. Apesar do preço exorbitante dela aqui no Brasil, devido ao câmbio mas principalmente por causa do roubo estatal, é uma birita que vale a pena experimentar nem que seja uma vez na vida..

Prêmios

Até o momento, a Tripel Karmeliet recebeu os seguintes prêmios:

  • World Beer Awards 2008 – “World Best Ale”, “World Best Pale Ale”, “World Best Abbey Ale (Pale)”
  • World Beer Cup 2002 – Prata na categoria melhor Tripel Belga
  • World Beer Cup 1998 – Ouro na categoria melhor Tripel Belga

Atenção: Esta resenha está sujeita a ficar desatualizada com o tempo, pois nada impede que a qualidade do estabelecimento, produto ou serviço se altere eventualmente. Fique atento à data da publicação e sinta-se livre para complementar ou corrigir o texto nos comentários. O Bolonha agradece desde já!

Resenha do álbum Sinister Amusement do Gypsy Jazz Caravan

A resenha do álbum Sinister Amusement do Gypsy Jazz Caravan, um grupo de jazz, foi feito pelo nosso correspondente de Brasília, o blog Espírito na Água. Este é o primeiro review a respeito de música nosso e foi feito especialmente para o Bolonha Club.


Gypsy Jazz Caravan é um grupo que conheci mais ou menos no meio de 2016, e gostei bastante apesar de não me aprofundar muito (até porque eles só têm três álbuns lançados — e que apareçam no Spotify). Então, como tinha parado de falar tanto de música, decidi fazer um pequeno review de um dos seus álbuns.

Antes de começar, para falar um pouco sobre o grupo. Eles se definem como uma banda de swing que é uma homenagem a Django Reinhardt e Stephane Grappelli, artistas dos anos 30 que fizeram música similar, jazzy.

Quanto ao álbum, escolhi Sinister Amusement, de 2008, que inclusive foi o primeiro que ouvi.

Capa do Sinister Amusement
Capa do Sinister Amusement. Clique na figura para ampliá-la.

O álbum, como de esperado, é um jazz swingy, de audição muito fácil, com cada instrumento bem definido e perceptível: o violino, os violões e o baixo acústico.

Ele abre com “Minor Infestation“, que é uma das melhores do álbum, bem animada e com um “duelo” entre o primeiro violão e o violino. O segundo violão define o ritmo constante. “For Tina” é uma balada agradável com o violino indicando o caminho até certo ponto, com o primeiro violão literando a partir daí, e depois novamente o violino até o final da música. Essa fórmula de intercalar os dois instrumentos continua na canção seguinte, “Liza“.

“Body and Soul” é um pouco diferente das anteriores, primeiro por ser mais lenta, ainda que mostre incrível habilidade de dedilhado no primeiro violão. Ao contrário das anteriores, não parece mais uma disputa de habilidades entre o violino e o violão, aqui eles, apesar de continuarem tendo cada um seu momento, são mais suaves e habilidosos. É outro destaque de Sinister Amusement. “Coconut Sunscreen” mistura um pouco a freada na velocidade de “Body and Soul” com a intercalação dos instrumentos meio que em disputa, e adiciona um arco no baixo acústico, fazendo ele também ganhar um solo com arco. “Cats and Dogs” é divertida e rápida, e pode ficar na cabeça, por causa do refrão cativante que se repete várias vezes. Nessa música, novamente voltamos àqueles “duelos” de antes, adicionando agora o baixo acústico, dessa vez sem arco. Essas três músicas formam a melhor sequência do álbum.

Pretty Little Analogue” apesar de ser agradável e suave, não tem nada muito especial. Não é como as primeiras, mas não tem nada que realmente adicione algo ao álbum. Talvez seja um pouco ofuscada pelo brilho das três anteriores. E novamente temos um “bate-papo” entre violão e violino. A música que dá nome ao álbum, “Sinister Amusement“, também é mais do mesmo (não que esse mesmo seja ruim! Pelo contrário, é extremamente agradável), acrescentando um solo do baixo acústico, que aconteceu melhor em “Cats and Dogs”. “Stomp” é novamente mais do mesmo, sendo a que mais me agrada dessas três.

As duas últimas músicas são “Menage a Trois” e “Major Infestation“. A primeira é uma das melhores do álbum. O violino e o violão não estão mais “duelando”, mas se complementando, um abrindo a apresentação do outro, de maneira suave. O violino demonstra muito mais habilidade que na maioria das canções, mas sem ser agressivo, e o mesmo vale pro violão. “Major Infestation” é quase um replay da primeira, “Minor Infestation“, e todos os comentários da primeira do álbum valem para a última.

Em suma, Sinister Amusement é um álbum para ouvir quando se está a fim de relaxar e se divertir. São pessoas habilidosas se divertindo com seus instrumentos.

Bem, é isso.

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